quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Orlando em 12 dias

Ir a Orlando sempre foi um sonho pra mim, desde que me entendo por gente. Como apaixonada por tudo que diz respeito ao universo Disney que sou, só de planejar a viagem à Terra da Magia já me emocionava. 
Considero esta a melhor viagem possível com crianças que não se intimidam com uma rotina pesada, que amam filmes e personagens e claro, parques de diversão. Tudo lá é maximizado: desde o tamanho dos lanches até o tanto que você vai andar em um dia. Então minha primeira dica é: leve roupas e calçados confortáveis (de preferência tênis, aqueles de academia mesmo, com amortecedor e tudo), porque, amiga, você VAI ANDAR. MUITO. 
Orlando não é um destino para se relaxar. É pra bater perna (se tem filhos pequenos, acrescente aqui também como imprescindível a compra de um carrinho para que ele aguente o tranco de um dia de parque), é pra brincar bastante e FICAR NA FILA. Haja fila. Mas vale a pena, te juro. 
Vale cada centavo também. E são muitos centavos gastos aqui. Fácil perder a conta, errar a mão. Tudo é lindo, tudo é incrível e mágico (e a Disney não economiza na magia, sem exageros). Dica #2: calcule seu orçamento antes de viajar e siga-o religiosamente todos os dias, mantendo um log diário de quanto gastou e quanto te sobra pros dias restantes. E não use seu cartão de crédito, a menos que queira voltar pagando a viagem. Eu, pessoalmente, gosto de viajar com tudo pago e a única lembrança que quero ter quando volto é das fotos e tranqueiras compradas lá, e não pelas faturas do cartão. 
Estive lá em 2014, 2015 e 2018, sendo que na primeira vez meu filho tinha 4 anos, quase 5. Como foram experiencias TOTALMENTE diferentes entre si, vou relatar cada uma individualmente, dando ênfase às dicas que considero mais importantes numa viagem como essa. 


 Antes de viajar 



Primeira coisa a fazer é pôr a documentação da galera em ordem. Passaporte, visto, carteira de vacinação dos pimpolhos (dos adultos não é necessário, uma vez que o Governo Americano não exige uma vacina especifica para entrar no país, a menos que esteja havendo algum surto maluco por aí (como foi o caso da catapora na Califórnia há alguns anos).... melhor pecar por excesso, na minha opinião de viajante paranoica haha. Cheque tudo, xeroque tudo que for importante (RG, Passaporte, CNH). Para não precisar andar com a Certidão de Nascimento do guri, optei por tirar o RG dele quando fomos da primeira vez, just in case. Nem usei (somente o passaporte dele foi utilizado), mas VAI QUE. 
Defina quantos dias você quer passar lá. Pra uma cidade intensa como Orlando, menos que 7 dias não dá pra muita coisa não. As três vezes ficamos 12 dias, que pra nós foi o ideal, uma vez que não fomos a todos os parques possíveis e imagináveis da Flórida. Definido o período da viagem, decida quais parques você e sua família querem visitar. E isso é muito pessoal, vai do perfil de cada família. 
Agora você pode comprar as passagens, reservar o hotel e o carro e comprar os ingressos dos parques. E de novo, recomendo pesquisa. Muuuuuita pesquisa. Inicie essa pesquisa com bastante antecedência, pois sites especializados como o Melhores Destinos dizem que é mais em conta comprar passagem para destinos internacionais com no mínimo 6 meses de antecedência, e no máximo três. Pesquise em vários sites, vários buscadores, várias agências de turismo, como a CVC. Compare, peça desconto, veja se cobrem o orçamento do concorrente (as agências normalmente cobrem os preços de sites como o Decolar, por exemplo). Não compre nem reserve nada por impulso, e antes de comprar em sites de ingressos desconhecidos, procure sobre a empresa no Reclame Aqui ou relatos em grupos de redes sociais. Como Orlando é um destino dos sonhos de muita gente, pessoas más tendem a querer se aproveitar disso. Cuidado. 
Nunca, jamais viaje sem o Seguro Viagem. Uma simples crise alérgica ou um piriri pode acabar com sua viagem e te custar muitos dinheiros, caso vá despreparado. Uma internação ou consulta médica nos EUA sai bem caro e eu não recomendo de forma alguma ir “na louca”. Caso compre suas passagens no cartão de crédito, veja com sua operadora as políticas de uso do Seguro que eles oferecem nesses casos. Costuma compensar bastante. Só não recomendo se seu cartão oferecer cobertura por reembolso, pois demora muito e você terá de usar seus preciosos dólares para pagar as despesas (ou pior, o cartão de créditooo!!). 
 Aluguel de carro ou Uber? 
Orlando não é uma cidade feita pra se andar a pé por aí. Pra tudo você vai precisar de carro. Taxi lá é muito caro e ônibus praticamente inexistente. Rola de andar de Uber (ou Lyft, concorrente da Uber por lá)? Rola, mas faça as contas direito, pois como os aplicativos lá não aceitam dinheiro, vai ser tudo no cartão. Rola de usar os transportes dos hotéis gratuitos para os parques? Rola demais. Porem tenha em mente que esses transportes não são exclusivos do seu hotel, o que significa que eles tem uma rota a seguir. Em 2014 tentei usar esse transporte e desisti no segundo dia: meu hotel era o primeiro da rota (ou seja, o ônibus saía super cedo) na ida e o último na volta (quando você está cansado e louco pra chegar, tomar um banho e comer). Traduzindo: o traslado, que era pra ser coisa de cinco (no caso da Disney) a dez (Universal) minutos, levava mais de 1h. numa viagem como essa, a última coisa que você quer é perder tempo, garanto. Mas, de novo, vai do perfil da família. Você pode não alugar carro, usar o transporte para os parques e Uber pro resto? Claro que pode! Mas, se for alugar carro, mais uma vez atente às necessidades do seu grupo. Em 2014, caímos na besteira de alugar um sedan básico, que pra eles é o Corolla (hahaha) e nos arrependemos muito. Pro uso diário ele super atende, o problema é o traslado pro aeroporto: meu filho já tinha direito a duas malas, o que nos deu o total de 6 malas, mais as de mão e o porta-malas do Corolla não dá nem pro cheiro disso. Resultado: tivemos que colocar a maior parte das malas (4) no banco de trás, ao lado do meu filho na cadeirinha (que pra alugar custa por volta de $50 pelo período, talvez saia mais em conta comprar no Walmart). Nos EUA é proibido o transporte de bagagem dentro do carro, pois pode atrapalhar a visão do motorista e a multa é altíssima: na época, era de U$300. Por sorte, não esbarramos com nenhum policial bigodudo de filme pra nos multar. Mas foi sorte MESMO. Sendo assim, nas duas outras vezes preferimos alugar uma Minivan, veículo suuuuuuuuuuuper confortável e espaçoso, que atendeu a todas as nossas necessidades. O aluguel de um GPS na locadora pode sair por volta de $60, então melhor usar o Waze. Orçamento da viagem Falando em dólares, a compra deles recomendo que façam em doses homeopáticas, bem aos poucos, para que num geral, consigam uma boa cotação. Antes de fechar negócio com uma casa de câmbio, confira se seu banco possui o serviço de compra de moedas estrangeiras, a cotação costuma ser beeeem melhor. Mas... quanto dinheiro levar? Para compras, acho muito pessoal, depende do que você quer comprar lá. De novo, vai do perfil da família. Na minha, nossa prioridade sempre foi roupas/calçados, brinquedos e Action Figures E Funko Pops (sim, somos nerds colecionadores lá em casa). Então normalmente levamos por volta de 3 a 4 mil trumps para compras, dependendo da cotação da moeda. Pra comer, sigo uma fórmula básica que sempre dá certo: U$50 por dia, por pessoa. Como somos 3 lá em casa, calculo U$150 por dia (da última vez “arredondei” para $170 por dia, pois imaginei que talvez os preços pudessem ter subido). No orçamento inclua gastos como pedágio, estacionamento e gasolina também. Sempre jogo o valor pra cima, para não correr o risco de faltar, e sempre termino a viagem gastando o que sobrou desse orçamento “geral” com comprinhas de miudezas e lembrancinhas de última hora, porque sempre, sempre sobra. Abaixo, uma tabelinha que fiz para a última viagem. Deu e sobrou, não gastei um centavinho no cartão e ainda rolou de comprar guloseimas e besteiras nos parques, como o pacote de fotos da Universal. Já falo sobre isso haha. Sobre o chip: o 3g americano é um foguete. Mais rápido que o wifi de 30mb lá de casa, juro juradinho. Considerando os preços das operadoras nacionais para roaming e os pacotes vendidos largamente pelos blogs especializados em Orlando, prefiro comprar o chip pré-pago de operadoras americanas vendidos no Walmart. Custa $30 cada, com 3g ilimitado por 30 dias e ligações locais (útil se você for pedir pizza ou precisar ligar pra alguma empresa local, por exemplo. E caso você se separe de seu grupo, ligar pra eles também – por isso recomendo comprar um chip por adulto do grupo). Para ligar pra parentada no Brasil, use as ligações do Zap mesmo. Esse chipzinho mágico te dá banda suficiente pra usar todos seus apps em tempo real (alô, Stories do Insta atualizados diariamente haha) e ainda sobra. Mas dá pra ficar sem chip só usando os wifi gratuitos pela cidade? Dá!! Todos os parques, restaurantes e alguns hotéis oferecem wifi gratuito. Mas como faz com o GPS? Existem várias opções de GPS offline para celular, nós usamos o Here. Basta lembrar de baixar o mapa de Orlando atualizado antes de ir 😉 Onde ficar? Há quem prefira ficar na região da International Drive, perto dos Outlets. É uma região de fato muito movimentada, com bastante comércio. Desde a primeira vez ficamos em Kissimmee, no condado de Osceola. Do nosso hotel (sempre o mesmo) até a Disney dá exatos 5 minutos. Raramente há trânsito em Orlando como um todo, a menos que esteja chovendo torrencialmente ou haja alguma obra por aí. Não sei falar sobre esses hotéis da região da iDrive, pois nunca fiquei em nenhum deles. Sempre ficamos no mesmo, pois o consideramos perfeito para nossas necessidades. O hotel que ficamos é o Celebration Suites at Old Town e posso dizer que o amo de paixão. O que faz dele tão perfeito? A começar pela cozinha: é uma cozinha de verdade, com geladeira (não frigobar), cooktop, lava-louças, micro-ondas, cafeteira, torradeira... tudo que uma família com criança pequena precisa pra ajeitar aquela comidinha/papinha, sabe? É muito mais econômico comprar as coisas no Walmart e tomar café da manhã com calma “em casa” que sair todo dia pra isso (a maioria dos hotéis em Orlando não oferece diária com café da manhã incluso). É mais divertido, claro. Mas se você está com seu rico dinheirinho contadinho, melhor economizar, ne? Outra coisa que adoro nele é o fato de poder escolher quarto sem carpete. Eu e meu filho temos rinite, e definitivamente passar meus dias de férias com crise alérgica não está no meu roteiro. Nos EUA eles tem esse tesão louco em carpete e nem nos hotéis da Disney você tem essa opção, de quarto sem carpete. Então, ponto para o Celebration! Ainda sobre o quarto, como o hotel tem configuração daqueles motéis americanos (3 andares, sem elevador, pátio aberto), recomendo que peça, no momento do check-in (ou pelas redes sociais deles, antes de viajar, mais seguro até) o tal quarto sem carpete, de preferência no térreo (não sei a você, mas a mim carregar mil malas três andares acima não parece muito divertido) e perto do lobby. O hotel oferece wifi de graça, mas não é lá muito bom. A diária dele também é bem atrativa (em setembro estava por volta de R$220 por dia) e atrás do hotel tem a Old Town (daí o nome), uma minicidade com parque de diversões, kart, e mais um monte de coisas legais, além de um restaurante mexicano MARAVILHOSO E BARATO e uma sorveteria artesanal sensacional. E não, não dá pra ouvir o barulho do parque do quarto do hotel. O quarto é praticamente um apartamento e cabem até 6 pessoas nele, confortavelmente. No quarto de casal há uma cama king size e na sala há o sofá cama e a tal da Murphy bed, que é uma cama de casal embutida na parede, onde meu filho adora dormir, pois é bem confortável. Montando o Roteiro
x

Chegando lá você não vai precisar ficar andando com passaporte pra cima e pra baixo, mas pode precisar, e para isso deixo uma cópia na bolsa, de cada um. Exceto quando você chega no parque da Disney a primeira vez e precisa retirar os ingressos na bilheteria, mas já vamos falar disso. De original, andamos somente com a CNH, pois sempre alugamos carro. 

Lá em casa não somos os mais fanáticos por adrenalina e somos contra manter animais gigantes como baleias em tanques minúsculos. Então Sea World e Busch Gardens (que é um parque com basicamente só montanha russa) ficaram de fora do nosso roteiro. 
Sugiro pesquisa INTENSA em blogs, perfis de redes sociais, grupos de Whatsapp. Toda fonte de informação é válida, e por aí você consegue definir o que é melhor pra sua galera. 





Nenhum comentário:

Postar um comentário